Só quem perdoa a sí mesmo é capaz de perdoar alguém.
Você não é culpado pelos próprios fracassos, por falhas ou estigmas.
Você não é culpado por não ter chegado onde queria ou achava que precisava.
Você não é culpado pelos atrasos do relógios, pelos cumprimentos que esqueceu de dar, ou pelo não que precisou dizer ao outro.
Só perdoando a sí mesmo, se cobrando menos, exigindo menos acerto em decisões e atitudes, é que todos nós vamos ver que estamos livres para perdoar os outros.
Talvez precisemos pedir perdão para quem nos magoou, talvez precisemos pedir perdão para o amigo que nos abandonou, talvez precisemos pedir perdão para o familiar que não nos reconhece mais, talvez precisemos pedir perdão para o desconhecido que passamos longe com medo do pior, talvez precisemos pedir perdão para todos estes, para perceber que estamos pedindo perdão para nós mesmos.
Perdoando a nós mesmos, estamos nos dando liberdade, estamos nos dando saúde, tirando o peso do ressentimento, tirando a dor que nos mantinha nas prisões subconscientes.
Estamos abrindo a cela para libertar quem nós não tínhamos coragem de perdoar, estamos libertando o outro da figura de carrasco da nossa própria morte em vida.
Quando perdoamos, amamos a nós mesmos, podemos amar ao próximo e chegamos mais perto de entender o amor de Deus.
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