Que vergonha pode haver em reconhecer nossa dependência em um ser supremo? Nós não somos seres superpoderosos e não temos o controle da nossa vida, nem da ida, nem da volta.
Que mal há em reconhecer nossas limitações e dizer que não temos todas as respostas para nossas aflições? Precisamos reconhecer a vaidade que há em nos orgulhamos de feitos tão diminutos buscando uma falsa sensação de glória!
Quem disse que todos os dias seremos vitoriosos em todas as nossas batalhas? Precisamos reconhecer que muitas vezes, os revezes vão nos fazer voltar atrás, até pensar em desistir, e se desistirmos em algum momento, não pode haver vergonha em reconhecer que ainda existe tempo para levantar, sacudir a poeira e terminando a frase de um jeito diferente do esperado, dar a volta por baixo, com o aprendizado do resultado negativo anterior.
Não há mal nenhum em parar e descansar, não há mal em se silenciar, não há problema em reconhecer as falhas que temos, não há sentido em fugir para o nada, pois não há lugar para fugir em que você consiga se esconder de Deus e da própria existência, não existe fuga pois não há como fugir de dentro de si mesmo, não há uma forma de se anular a ponto nunca ter existido, e não há como fugir do amor que existe desde antes da construção do tempo.
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