segunda-feira, 8 de julho de 2019

Cara feia

Algumas pessoas preferem nos julgar de acordo com as próprias experiências e impressões individuais que formar uma opinião baseada na convivência.

Se tem algo que volta e meia me deixa indignado é o fato de ver e perceber que pessoas que muitas vezes estão próximas ou até dentro de um círculo afetivo, famíliar ou religioso nosso demonstram claro desprezo por nós, sem motivo algum ou por algum motivo que só existe na cabeça da pessoa que produziu tal sentimento.

Na verdade ninguém é obrigado a conviver com alguém por quem não manifesta simpatia, mas eu penso que algumas atitudes são tão chulas e vazias que são desnecessárias, mesmo que não cheguem a ser palavras, muitas vezes o desprezo ou o ódio que parecem velados se sobressaem na forma de um simples olhar, mas que dá a exata informação do que uma palavra poderia dizer.

Verdade que ninguém é obrigado a conviver, porém é muito melhor que ainda se converse ou se compreenda os dois lados dos fatos. É melhor que ficar alimentando um ódio desmedido sem que haja motivo, ou que por causa disso se formem picuinhas, divisões, fofocas, difamações, principalmente quando se trata de um familiar ou de alguém que compartilha de uma mesma fé que você. Não há testemunho de vida que resista quando você não vive o que prega e tenta manter a aparência de ser feliz, de uma família perfeita ou de um religioso super espiritual.

Não faz sentido desejar mal a alguém porque esse alguém te traz lembranças ruins de outras pessoas ou porque de algum modo essa pessoa se mostra inconveniente ao dividir espaços, antes de formular opiniões, julgamentos e findar batendo o martelo condenando alguém, é importante conversar, entender o outro lado, saber suas peculiaridades, conhecer sua personalidade.

Falar pelas costas, fazer jogos de leva e traz, fazer cara feia pela presença ou proximidade de alguém não tão querido, é sinal de imaturidade emocional, moral e espiritual, chega a ser irracional.

Precisamos construir mais pontes, entender as origens dos muros que construímos e transformá-los em portas para que possamos ver um novo mundo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário