quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Sobre os sonhos que temos.

Eu tenho sonhos, quem não tem?
Todos nós temos sonhos, sonhos ridículos ou sonhos grandiosos, não há como negar que todos nós somos movidos pelos sonhos que temos e desde a infância são os sonhos que nos motivam a continuar tentando, mesmo que pareça banal, mesmo que pela inocência de quem éramos, sempre acreditamos em algo que nos motiva a ser melhores.
Acreditamos algum dia, que se fôssemos bons, seríamos visitados por papai noel e sonhavamos em vê-lo com o nosso presente na exata meia noite do dia 25 de dezembro, acreditávamos em coelho da páscoa e nas escolas colavam nossos rostos com aquele grude que só era engraçado nas fotos, para sair com um ovo de chocolate e o sorriso estampado por toda parte.
Mas chega um momento em que nossos primeiros sonhos são destroçados, nos confrontamos com uma terrível verdade sobre o mundo: papai noel e o coelho da páscoa não existem. E novamente você, mesmo que desanimado, se vê obrigado a continuar sonhando, sendo ilusão ou não, você acaba encontrando formas mais concretas de sonhos, você acaba usando a frustração infantil para amadurecer suas prioridades, e com isso, passamos pela infância, adolescência e por fim, a maturidade da idade adulta.
É na idade adulta em que podemos perceber que ainda somos crianças, e de certa forma, ainda elegemos alguém ou alguma coisa como nosso novo papai noel, e novamente, vemos inúmeros sonhos sendo desfeitos e refeitos logo em seguida, vemos nossa construção ruir e ser refeita logo em seguida.
Entramos em empregos com expectativa de virarmos diretores, cursamos uma faculdade esperando sermos palestrantes do nosso sucesso, entramos em relacionamentos imaginando nossos filhos e netos ao nosso redor, ouvindo nossas experiências e viagens ao redor do mundo e... Não é bem por aí que a coisa anda.
A realidade é que sonhamos acordados demais, planejamos muito e não nos preparamos o suficiente para nossas frustrações, mas por que não?
Porque somos imediatistas e vivemos sob espera de recompensa e se não somos recompensados com o nosso esforço tendemos a desistir e desanimar do nosso objetivo, reclamar de onde estamos, da pessoa com quem escolhemos naquele momento e vivemos em uma nuvem de incertezas sobre quem somos.
Não esperamos que no nosso primeiro emprego, talvez a gente precise limpar o chão e isso nos confronta com a realidade, saímos da escola sem saber que curso fazer e não acertamos na primeira, nem na segunda escolha, ou fazemos um curso que não nos agrada para termos currículo, nosso primeiro relacionamento, que parecia eterno, dura no máximo 3 meses e a gente acaba se sentindo num limbo, talvez um pesadelo, mas não um sonho e... Onde está o papai noel? Onde está o gostinho do chocolate da infância?
Somos obrigados a crescer, somos obrigados novamente a acreditar que vamos realizar nossos sonhos, mesmo desmotivados e conflitantes com a realidade apresentada e aí é que vemos como cada um lida com as frustrações.
Alguns vão desmerecer os nossos sonhos, vão nos diminuir, pelo simples fato de não terem realizado o próprio sonho, outros vão querer nos usar para conquistar o próprio sonho, desmerecendo também o nosso, muita gente vai perceber que pode sonhar mais alto, e por mais que a dificuldade seja grande, vai encontrar meios de vencer sem criticar ou diminuir o outro, sempre vai haver o desanimo rondando, pessoas vão entrar e sair do seu sonho o tempo todo, mas no final, talvez seu sonho se realize muito maior do que você esperava ou se limitava a sonhar, e todas as frustrações te fizeram enxergar o quão grande você poderia ser se sonhasse sem medo da ilusão.
Eu tenho um sonho, você pode ter também.

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