quinta-feira, 20 de julho de 2017

O meu direito de pertencer.

Não me roube de mim
Antes de ser seu
Eu sou meu
Eu sou eu
Eu sou exatamente assim
Não roube de mim o meu direito de ser teu
Mas antes de ser teu
Tenho de ser meu
Tenho de saber o que sou teu.
Não roube minha privacidade
Não te traia por vaidade
Não se iluda sem necessidade
Não se roube da felicidade
Não se procure fora de sí,
Tudo que tens está onde sempre esteve
O que tivera de mim não pode ser roubado, não pode ser rotulado, pode ser dado se pedir
Mas não espere de mim mais do que eu sou, não espere a entrega sem amor
Antes de te dar o que sou, tenho que ser o que quero receber de ti.
Dois são um quando unidos, um ser novo se forma na fusão.
Mais forte seguem juntos, mais unidos seguem resistentes.
Em dois que se unem, jamais um se anulará, pois ainda que sejam um, existirá a subjetividade
Um que se desfaz na união de dois, continua sendo um ou pode se fazer nenhum, pois morreu aquele que era sua outra parte.
Doe e se entregue, mas seja aquele que dá o direito de se viver em privacidade.
Dois que são um de verdade não se perdem em qualquer bagagem, não se levam por qualquer viagem, não fazem de sua mente uma cerca de arame farpado, com medo de perder aquele que conheceu sua maior desvantagem e ainda assim permaneceu.

Antes de ser de alguém busque em você a privacidade e conheça quem pode ser o seu próprio eu, isso se chamará identidade e então poderá ser de alguém sem deixar de ser de sí próprio.

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