Eu tenho sonhos, quem não tem?
Todos nós temos sonhos, sonhos ridículos ou sonhos grandiosos, não há como negar que todos nós somos movidos pelos sonhos que temos e desde a infância são os sonhos que nos motivam a continuar tentando, mesmo que pareça banal, mesmo que pela inocência de quem éramos, sempre acreditamos em algo que nos motiva a ser melhores.
Acreditamos algum dia, que se fôssemos bons, seríamos visitados por papai noel e sonhavamos em vê-lo com o nosso presente na exata meia noite do dia 25 de dezembro, acreditávamos em coelho da páscoa e nas escolas colavam nossos rostos com aquele grude que só era engraçado nas fotos, para sair com um ovo de chocolate e o sorriso estampado por toda parte.
Mas chega um momento em que nossos primeiros sonhos são destroçados, nos confrontamos com uma terrível verdade sobre o mundo: papai noel e o coelho da páscoa não existem. E novamente você, mesmo que desanimado, se vê obrigado a continuar sonhando, sendo ilusão ou não, você acaba encontrando formas mais concretas de sonhos, você acaba usando a frustração infantil para amadurecer suas prioridades, e com isso, passamos pela infância, adolescência e por fim, a maturidade da idade adulta.
É na idade adulta em que podemos perceber que ainda somos crianças, e de certa forma, ainda elegemos alguém ou alguma coisa como nosso novo papai noel, e novamente, vemos inúmeros sonhos sendo desfeitos e refeitos logo em seguida, vemos nossa construção ruir e ser refeita logo em seguida.
Entramos em empregos com expectativa de virarmos diretores, cursamos uma faculdade esperando sermos palestrantes do nosso sucesso, entramos em relacionamentos imaginando nossos filhos e netos ao nosso redor, ouvindo nossas experiências e viagens ao redor do mundo e... Não é bem por aí que a coisa anda.
A realidade é que sonhamos acordados demais, planejamos muito e não nos preparamos o suficiente para nossas frustrações, mas por que não?
Porque somos imediatistas e vivemos sob espera de recompensa e se não somos recompensados com o nosso esforço tendemos a desistir e desanimar do nosso objetivo, reclamar de onde estamos, da pessoa com quem escolhemos naquele momento e vivemos em uma nuvem de incertezas sobre quem somos.
Não esperamos que no nosso primeiro emprego, talvez a gente precise limpar o chão e isso nos confronta com a realidade, saímos da escola sem saber que curso fazer e não acertamos na primeira, nem na segunda escolha, ou fazemos um curso que não nos agrada para termos currículo, nosso primeiro relacionamento, que parecia eterno, dura no máximo 3 meses e a gente acaba se sentindo num limbo, talvez um pesadelo, mas não um sonho e... Onde está o papai noel? Onde está o gostinho do chocolate da infância?
Somos obrigados a crescer, somos obrigados novamente a acreditar que vamos realizar nossos sonhos, mesmo desmotivados e conflitantes com a realidade apresentada e aí é que vemos como cada um lida com as frustrações.
Alguns vão desmerecer os nossos sonhos, vão nos diminuir, pelo simples fato de não terem realizado o próprio sonho, outros vão querer nos usar para conquistar o próprio sonho, desmerecendo também o nosso, muita gente vai perceber que pode sonhar mais alto, e por mais que a dificuldade seja grande, vai encontrar meios de vencer sem criticar ou diminuir o outro, sempre vai haver o desanimo rondando, pessoas vão entrar e sair do seu sonho o tempo todo, mas no final, talvez seu sonho se realize muito maior do que você esperava ou se limitava a sonhar, e todas as frustrações te fizeram enxergar o quão grande você poderia ser se sonhasse sem medo da ilusão.
Eu tenho um sonho, você pode ter também.
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