terça-feira, 6 de junho de 2017

O que eu digo ser amor.

Amor é quando o encanto inicial acaba e mesmo com todos os defeitos e qualidades do outro, você decide permanecer.
O amor é tudo que fica quando a empolgação da paixão acaba e você vê que o outro é feito de potenciais e deficiências.
O amor é quando você não projeta no outro o que falta em você, não o torna extensão dos seus projetos e egoísmos, mas dá as mãos independente dos resultados que seguirem.
O amor é tudo aquilo que você é, é identidade, é mistério, é personalidade, é atitude, é ser e estar, permanecer e continuar, eu e você, nós, nós atados, arados, terreno fértil, abraço, embarque.
O amor não pode se dar nome, mas sem tem um grande significado, é símbolo, é cruz, é redenção, é a via sacra, é a poesia, é a atenção.
O amor é sinapse, é hormônio, é humano, é espiritual, é genética, absoluto, cerebral, corporal, é alma, é âmago, é sonho, é real.
O amor é o além do que podemos ir, é estar exatamente alí, dentro do melhor abraço que se pode achar.
Não existe amor perfeito, não existem príncipes encantados, não existe princesa presa na torre, não existe "Felizes para sempre" o amor romantizado é mito, o amor de verdade é feito de altos e baixos, percalços da vida, passo a passo, descalço, a pé.
O amor é o que é, não precisa que digam o que precisa ser, não cabe em qualquer sentido, precisa apenas ser sentido, querido, bem-vindo, aceito, construído, vivido.
O amor é o que eu e você dizemos sentir quando damos sem esperar receber, é ser luz, caminho e caminhada, é manhã, tarde, noite e madrugada, sem relógio, atemporal, chuva de verão, frente e verso, prosa, rosa e tudo mais...
Texto infindável de palavras, mas que palavra nenhuma alcança o significado do que só a atitude pode pregar.

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