Eu estou em busca de conversas não triviais, que transcendam os níveis considerados intelectuais, que possuam momentos de epifanias e culminem em uma possível teofania, numa viagem ao terceiro céu, que possivelmente quebre o espaço e o tempo enquanto não se acabarem as palavras e que o uso de palavras seja tal desnecessário que não haja transliteração ou tradução para o que tiver sido dito ou revelado ali, tamanho o peso e relevância dos assuntos tratados.
O que eu quero é tão maior que a metafísica, que qualquer coisa que eu tente nomear a Isso é inalcançável, inviável e uma afronta a existência suprema da criação. Qualquer coisa abaixo disso é mera oralidade, mero acaso formal de linguagem humana, estipulação e comparação do que não conhecemos pelo pouco exemplo que temos do que conhecemos, eu não quero ouvir dizer, eu não quero saber de outros, eu quero estar lá.
Eu quero estar na primeira dança, na dança primordial da criação, observando o princípio das luzes, vendo a formação das estrelas, observando admirado cada ato de amor divino, cada suprema ação do Eu Sou, cada beijo apaixonado do amado pelo objeto desejado. Eu quero ser desfeito e refeito, purificado e reabilitado, quebrado, moído e moldado, eu quero abandonar a carcaça da lagarta e ver a imortalidade da qual fomos preparados para receber.
Depois de tudo isso, eu quero apenas suspirar e dizer feliz! Obrigado por tudo!
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